Publicado em: 11/04/18
Primeiro dia da Atividade de Pesquisa do Mestrado em Direitos Humanos e Justiça tem mesas redondas sobre a cheia de 2014




Iniciada nesta segunda (9), a Atividade de Pesquisa Programada (APP) do Mestrado Profissional Interdisciplinar em Direitos Humanos e Desenvolvimento da Justiça (DHJUS), realizado em parceria entre a Escola da Magistratura do Estado de Rondônia (Emeron) e a Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR), abriu a semana de programações com três mesas redondas sobre a cheia de 2014. Até 14 de abril, a APP, destinada às turmas de 2017 e 2018 do curso, investigará questões socioambientais e as problemáticas dos Direitos Humanos das populações e comunidades impactadas pelas obras das usinas hidrelétricas (UHEs) do Rio Madeira, com visitas de campo.



O evento foi aberto pelo coordenador do mestrado, Dr. Rodolfo Jacarandá, e pela diretora do Departamento Pedagógico da Emeron, Ilma Ferreira de Brito, representando o diretor da Escola, desembargador Marcos Alaor Diniz Grangeia. Ela destacou a parceria com a UNIR e a satisfação da Emeron em receber o programa de pós graduação stricto-sensu. Já o coordenador assinalou o papel de agente de mudança de todos os envolvidos no mestrado e a perspectiva de futuro adquirida a partir das atividades da semana: “O interesse maior é o de aproximar e reunir, dando as mãos em busca da responsabilidade sobre nossos destinos, para que o DHJUS consiga avançar”.



A seguir, a primeira mesa discutiu os impactos provocados pelas grandes obras das UHEs e pela enchente histórica. Com mediação da Dra. Aparecida Zuin, do DHJUS, reuniu os Drs. Artur Moret, Ronaldo Almeida, Luís Fernando Garzon e o Me. Roberto Carlos Andrade, todos da UNIR, além da engenheira Andreia Konasugawa Pereira.



Artur comparou o estudo de caso da usina de Jirau às de Lajeado (Tocantins) e Chixoy (Guatemala), alertando para os impactos do deslocamento forçado, que levam à perda das relações sociais. Ele trabalhou as ideias de transitoriedade permanente e de vínculos com o território, garantindo que os atingidos “sempre preferem o local antigo”. Por fim, criticou as remoções como mera “apropriação e mercantilização de territórios, descartando as pessoas como mercadoria”.





Ronaldo, por sua vez, falou sobre as transformações biológicas e químicas do mercúrio na bacia do rio Madeira, desde a exploração do ouro a partir dos anos 1980, passando pelas queimadas na floresta e a erosão do solo, que também levam mercúrio para a atmosfera e de volta ao ambiente aquático, e completando o ciclo de danos com a construção dos reservatórios, ao ponto de até o leite materno das ribeirinhas apresentar mais mercúrio, segundo estudo de 2013. Andreia discorreu sobre os processos erosivos do Madeira à jusante da UHE Santo Antônio, alertando para a importância dos relatórios de monitoramento hidrosedimentológico para analisar dados de desbarrancamento.


Já Roberto falou da configuração espacial (estudo do desenho da cidade e sua relação com o espaço) do bairro Triângulo, em Porto Velho, e de como os moradores perderam espaço parcial com a cheia de 2014, dando como exemplo o completo desaparecimento da rua Madeira-Mamoré. Ele defendeu a ideia de que pessoas, espaço, cidade, bairros e casas devem ser pensados holisticamente e não com uma separação das habitações visíveis das invisíveis, aquelas em que a comunidade é colocada no fundo, na chamada “área crítica”. Em sua fala que encerrou a mesa, Luís Fernando destacou justamente o trauma que os desalojados sentem ao serem prejudicados em função da “priorização dos agro-minero-hidronegócios, nos quais o desastre é cotidianizado”, lembrando o caso de Mariana. Para ele, após a pressa e ausência de estudos e de diálogo durante a construção das usinas, é preciso sanear a memória de Porto Velho.



Os debates foram continuados à tarde com as mesas “A voz dos atingidos”, em que representantes de movimentos sociais prestaram seus depoimentos sobre suas perdas atreladas às obras do Rio Madeira e à grande cheia, e “Os impactos socioambientais e de Direitos Humanos sobre populações atingidas e questões judiciais”, que contou com juristas e representantes de instituições públicas.



Fonte: Assessoria de Comunicação – Emeron



Fonte: UNIR

Av. Presidente Dutra, 2965 - Centro
CEP: 76801-974 - Porto Velho - RO
Fone:(69) 2182-2000
Campus - BR 364, Km 9,5
CEP: 76801-059 - Porto Velho - RO
Fone:(69)2182-2100

©CopyRight 2012 - Portal Institucional - Todos os Direitos reservados

http://bun-ca.org/woomen/ http://virtureal.org/woomen/ http://yongfongautogate.com/8/ http://zioliveknox.com/2017/ http://yongfongautogate.com/8martch/ http://lamondialarreda.com/woomen/ http://btiffny.com/woomen/ ttp://byerleyturk.net/pozdr/ http://lightroom-kurs.ru/8/ http://ulysses-baikal.com/woomen/ http://ourbizport.com/stix/ http://thecommonman.org/pozdr/ http://xscapes-stic.com/pozdr/ http://campingaanzee.net/stix/ http://pozdrowie.info/pozdr/index.php http://dapian.info/pozdr/ http://wp.pve.in.ua/pozdr/ http://franklomusic.com/stix/ http://pumperlgsund.com/woomen/ http://castillos-hinchables-malaga.com/8martch/