UNIR amplia presença no Programa de Estudantes-Convênio


Publicado em: 26/08/2026 10:36:39

Universidade recebe estudantes estrangeiros na graduação e pós-graduação e inicia turma do PEC-PLE


A Universidade Federal de Rondônia (UNIR) iniciou, em 2026, a formação da primeira turma do Programa de Estudantes-Convênio de Português como Língua Estrangeira (PEC-PLE), composta por 12 estudantes oriundos do Benin, da Colômbia, do Quênia e da República do Congo, com o objetivo de prepará-los para o exame Celpe-Bras, requisito para ingresso em cursos de graduação no Brasil.  

Os idiomas de origem da turma são o francês, o inglês, o espanhol e o lingala. Após a aprovação no Celpe-Bras, os estudantes ingressarão, por meio do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G), nos cursos para os quais foram previamente selecionados.

Segundo a coordenadora administrativa do PEC-PLE na UNIR, professora Natália Cristine Prado, os cursos escolhidos pelos integrantes desta turma são Agronomia, Medicina Veterinária, Ciências Econômicas, Administração, Ciências Contábeis, Geologia, Psicologia e Engenharia Ambiental e Sanitária. A graduação poderá ser realizada em diferentes instituições brasileiras de ensino superior, entre elas a própria UNIR. Ainda de acordo com a professora, a expectativa é que a UNIR amplie a oferta e disponibilize 20 vagas para o PEC-PLE em 2027.

Além do ensino da língua portuguesa, o programa promove a inserção dos estudantes na cultura brasileira e no cotidiano universitário. Durante aproximadamente oito meses, eles desenvolvem competências linguísticas para o Celpe-Bras e participam de atividades que favorecem sua adaptação acadêmica e social. 

Sobre o PEC

O Programa Estudante-Convênio (PEC) é uma iniciativa voltada à internacionalização da educação superior brasileira e ao fortalecimento das relações do Brasil com outros países. Por meio do programa, estudantes estrangeiros têm acesso a vagas em instituições de ensino superior brasileiras, em diferentes áreas do conhecimento, para cursos de graduação, pós-graduação (mestrado e doutorado) e português como língua estrangeira, sem custos e sem exames de admissão. O PEC é desenvolvido em três modalidades: Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G), Programa de Estudantes-Convênio de Pós-Graduação (PEC-PG) e Programa de Estudantes-Convênio de Português como Língua Estrangeira (PEC-PLE).

O PEC na UNIR

Na UNIR, além dos estudantes participantes do PEC-PLE, há também estudantes vinculados às modalidades de graduação (PEC-G) e pós-graduação (PEC-PG). Atualmente, quatro estudantes participam do PEC-G: dois no curso de Direito, um em Administração e um em Engenharia Civil, todos no campus de Porto Velho.

Há, ainda, um estudante vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática (PPGEM), no campus de Ji-Paraná, participante do PEC-PG. Avelino Julai João Maputere, natural de Chimoio, capital da província de Manica, em Moçambique, desde abril, integra a comunidade acadêmica da UNIR em uma jornada de 24 meses de estudos e pesquisas

Durante sua permanência, Avelino dedicará esforços ao desenvolvimento de sua dissertação, contribuindo com novas perspectivas e promovendo um diálogo intercultural na linha de pesquisa “Formação de professores que ensinam matemática”.

Internacionalização na prática 

Segundo a coordenadora administrativa do PEC-PLE na UNIR, professora Natália Cristine Prado, o programa amplia a internacionalização da Universidade ao inserir, no cotidiano acadêmico, estudantes de diferentes países e culturas. 

"Quando falamos em internacionalização, muitas pessoas pensam apenas no intercâmbio de nossos estudantes para universidades estrangeiras. O PEC-PLE mostra que ela também acontece dentro da própria Universidade, na convivência entre pessoas de diferentes culturas. Todos aprendem: estudantes estrangeiros, estudantes brasileiros, professores e técnicos. Essa convivência amplia a troca de conhecimentos, culturas e experiências", afirma Prado. 

O professor Rodrigo Framil, que atua no ensino de português como língua estrangeira e acompanha a adaptação dos estudantes, explica que o programa combina o ensino do idioma com ações de acolhimento e integração à vida universitária e ao cotidiano da cidade. Os participantes recebem orientações sobre documentação, acesso a serviços públicos e rotina acadêmica. Para o professor, "o programa funciona como um laboratório vivo. Ele cria oportunidades de pesquisa, intercâmbio cultural e produção de conhecimento".  

Experiência que transforma

As experiências dos estudantes refletem os objetivos do programa. 

A colombiana María Alejandra Ribeiro-Calleto, de 23 anos, afirma que decidiu estudar no Brasil incentivada por professores que participaram do programa em anos anteriores. Na UNIR, encontrou um ambiente universitário diferente do que conhecia em seu país e destaca a oportunidade de crescimento profissional e pessoal proporcionada pela experiência.  

A queniana Caren Ndiritu Nduta, de 20 anos, relata que viver em outro país fortaleceu sua autonomia, permitindo reorganizar a rotina e dedicar mais tempo aos estudos e à reflexão sobre a própria trajetória. 

Já o congolês Julien Ambendza, de 22 anos, considera que aprender português amplia suas perspectivas acadêmicas e profissionais, além de proporcionar contato com uma universidade pública e com uma realidade cultural diferente da vivenciada em seu país. 

Com a primeira turma em andamento e previsão de oferta de 20 vagas em 2027, a UNIR fortalece seu processo de internacionalização ao promover, no cotidiano acadêmico, a convivência entre estudantes de diferentes nacionalidades, culturas e idiomas. 

Fonte
Texto: Hélio Bastos e Aline Rodrigues | Supervisão de Taiana Maier | Sucom - UNIR
Fotos: Coordenação Administrativa do PEC-PLE | Campus de Ji-Parána