UNIR realiza devolutiva de projeto em comunidade


Publicado em: 10/09/2026 09:04:10

A atividade teve como principal objetivo apresentar os resultados da primeira fase da Expedição no Vale do Guaporé


Entre os dias 24 e 30 de agosto de 2026, a Universidade Federal de Rondônia (UNIR) realizou a segunda etapa do projeto “Expedição Multidisciplinar no Vale do Guaporé: Ciência, Saúde, Cultura, Direitos Humanos e Diversidade”, com retorno às comunidades de Surpresa e Ricardo Franco, no Vale do Guaporé. 

A atividade teve como principal objetivo apresentar os resultados da primeira etapa da Expedição, entregar oficialmente o relatório às comunidades e compartilhar os encaminhamentos realizados a partir das demandas identificadas durante o trabalho de campo.

Coordenado pela professora Madalena Cavalcante, docente do curso de Geografia da UNIR, o projeto é desenvolvido no âmbito do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (Proext-PG), com financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Durante a primeira etapa, realizada em 2025, uma equipe multidisciplinar esteve nas comunidades do Vale do Guaporé para desenvolver atividades de pesquisa e extensão, dialogar com os moradores e lideranças e identificar demandas relacionadas às diferentes realidades do território.

A partir das situações registradas durante o trabalho de campo, foram realizados 47 encaminhamentos oficiais, organizados em sete áreas e direcionados às instituições responsáveis pelas questões identificadas. Até o retorno da equipe às comunidades, 19 encaminhamentos haviam recebido alguma devolutiva institucional, o que corresponde a 40,4% do total. Desses, nove possuíam protocolo ou processo formalmente identificado. Os demais seguem em acompanhamento e aguardam retorno das instituições responsáveis.

Durante a segunda etapa, essas informações foram apresentadas às comunidades, permitindo que as lideranças acompanhassem o andamento das demandas e conhecessem os encaminhamentos realizados pela Universidade.

A atuação da UNIR busca contribuir para que as demandas identificadas e apresetadas pelas comunidades durante as atividades de campo sejam encaminhadas aos órgãos competentes e tenham acompanhamento, sem substituir as atribuições das instituições públicas responsáveis por cada questão.

Segurança e qualidade hídrica

Além da devolutiva dos resultados, a segunda etapa da expedição contou com novas ações de extensão relacionadas à segurança e à qualidade hídrica na Amazônia Ocidental. As atividades abordaram questões relacionadas ao abastecimento, armazenamento e tratamento da água, além das condições de saneamento observadas nas comunidades.

As novas ações integram uma das perspectivas que orientam o trabalho desenvolvido pelo grupo de pesquisa liderado pela professora Madalena Cavalcante, o GOT-Amazônia — Grupo de Pesquisa em Geografia e Ordenamento do Território na Amazônia: a atuação acadêmica nos territórios não se encerra com a realização do trabalho de campo, mas se estende por meio do acompanhamento e da continuidade das ações desenvolvidas junto às comunidades.

O retorno ao território possibilitou, além de compartilhar os resultados da primeira etapa, informar sobre o andamento dos encaminhamentos das demandas identificadas e estabelecer novas frentes de atuação em diálogo com as comunidades.

Integração entre pesquisa, ensino e extensão

O caráter multidisciplinar da Expedição reúne diferentes programas de pós-graduação da UNIR, entre eles o Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGG) e os programas de pós-graduação em Biologia Experimental (PGBIOEXP), em Agroecossistemas Amazônicos (PPGAA), Direitos Humanos e Desenvolvimento da Justiça (PGDHJUS) e Conservação e Uso de Recursos Naturais (PPGREN), em articulação com o Departamento Acadêmico de Geografia.

A atuação conjunta de pesquisadores e estudantes de diferentes áreas possibilita uma abordagem integrada das demandas encontradas no Vale do Guaporé, fortalecendo a articulação entre ensino, pesquisa e extensão e ampliando o diálogo da Universidade com as comunidades e os territórios amazônicos.

Com a segunda etapa, a Expedição dá continuidade ao trabalho iniciado em 2025. Enquanto a primeira fase foi marcada pela presença da equipe nas comunidades, pela escuta dos moradores e pela identificação e sistematização das demandas, o retorno ao território permitiu compartilhar os resultados, apresentar os encaminhamentos e desenvolver novas atividades de extensão.