Publicado em: 02/06/2026 11:09:59
Docentes da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) participam do projeto internacional “Co-criando futuros sustentáveis: amplificando vozes indígenas da Amazônia por meio de uma parceria educacional Reino Unido-Brasil”. A iniciativa reúne pesquisadores do Brasil e do Reino Unido para desenvolver ações de formação em comunicação e sustentabilidade voltadas a estudantes indígenas da Amazônia rondoniense, fortalecendo a inclusão digital, a valorização de saberes locais e a educação transnacional.
Desenvolvido em parceria com pesquisadores da Oxford Brookes University e da Goldsmiths, University of London, o projeto está em andamento desde janeiro de 2026 e já promoveu workshops que reuniram docentes de Rondônia e do Reino Unido em diálogos conceituais e práticos. Como resultado, foi estruturado um curso híbrido sobre marketing digital e storytelling voltado à sustentabilidade, desenvolvido especialmente para estudantes de comunidades indígenas e tradicionais.
A etapa presencial terá início agora em junho, no Campus de Ji-Paraná da UNIR, em parceria com o Curso de Licenciatura em Educação Básica Intercultural e com apoio da direção do campus. Na sequência, serão realizados três módulos online, com cinco aulas cada, entre os meses de junho e novembro.
A equipe multidisciplinar do projeto é formada pelas professoras e professores Carolina Redolfi e Junior Oliveira, da Oxford; Nara Luisa Reis de Andrade, João Gilberto, Evelyn Morales e Neiva Araujo, da UNIR; e Luciana Velloso, da Goldsmiths.
Segundo a professora Carolina Redolfi, coordenadora do projeto no Reino Unido, a iniciativa representa uma oportunidade de fortalecimento dos laços educacionais entre os dois países, além de contribuir para a troca de experiências sobre comunicação e divulgação de narrativas com protagonismo dos estudantes indígenas.
O projeto é financiado pelo programa Going Global Partnerships, do British Council, e contribui para a internacionalização das ações da UNIR, ampliando a visibilidade sobre as realidades e saberes dos povos e estudantes amazônicos.
Para a professora Nara Luisa Reis de Andrade, coordenadora da iniciativa no Brasil, “a proposta promove o intercâmbio de diferentes formas de conhecimento entre pesquisadores e estudantes dos países parceiros”.
O projeto será finalizado em 2027 com a realização de um showcase híbrido, quando as campanhas produzidas pelos participantes serão apresentadas ao público no Brasil e no Reino Unido. O encerramento também prevê a elaboração de um relatório conjunto sobre educação transnacional e a publicação de um artigo acadêmico com recomendações para modelos inclusivos e escaláveis de educação internacional.
De acordo com Luciana Velloso, professora da Goldsmiths e parceira associada do projeto, a iniciativa cria oportunidades para “aprender ‘com’ os povos amazônicos, e não apenas ‘sobre’ eles, reimaginando a educação transnacional como um processo verdadeiramente recíproco”.
O projeto recebeu o nome Yak Kanã, expressão originária do povo indígena Arara, da Terra Indígena Igarapé Lourdes, em Ji-Paraná, que significa coletividade e compartilhamento de conhecimento. O conceito sintetiza os princípios da iniciativa, baseada na colaboração, no intercâmbio de saberes e no protagonismo dos povos indígenas amazônicos.
Para acompanhar as ações do projeto, veja as atualizações no linkedin: https://www.
Fonte: Coletivo Yak Kanã
Fonte: Coletivo Yak Kanã