Publicado em: 04/11/2016 12:12:12.463

Na próxima segunda-feira, 7, tem início no Museu Palácio da Memória Rondoniense a exposição “Memórias do Rio, paisagens no Madeira”, promovida pelos Departamentos de Arqueologia (DARQ) e Artes (DArtes) da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR). A solenidade de abertura acontecerá às 18h, no auditório do Museu. Na sequência, os convidados poderão fazer visitas guiadas aos espaços expográficos.
A exposição ficará aberta ao público até dia 15 de dezembro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. “Memórias do Rio, paisagens no Madeira” aborda a história do rio Madeira, enfatizando as construções e transformações ocorridas ao longo de 8.000 anos e os significados das paisagens produzidas por essas mudanças, como, por exemplo, as ocupações indígenas antigas e as transformações decorrentes da construção de grandes empreendimentos hidrelétricos.
Os materiais expostos são provenientes das pesquisas de campo realizadas por pesquisadores do Departamento de Arqueologia da UNIR nos sítios arqueológicos de Teotônio, Santa Paula e Donza, e também resultantes do “Projeto de Extensão Arqueologia e Comunidades”, quando foram produzidos relatos, fotografias e vídeos das comunidades próximas aos sítios arqueológicos. Às quartas feiras haverá agendamento de visitas para as escolas municipais e estaduais.
Dividida em quatro diferentes espaços, a exposição conta com mediadores em cada uma das salas para acompanhar e orientar os visitantes. A Sala 1 – Paisagens no Madeira mostra a ambientação do espaço dos primeiros grupos de ocupação dessa área que se tem registro e que datam de 8.000 anos atrás. Nesta sala serão expostos fotografias e os materiais arqueológicos provenientes de escavações nos sítios Teotônio, Santa Paula e Donza. O acervo utilizado na sala 1 é composto por fragmentos de urna funerária com ossos humanos, vasilhas cerâmicas, líticos e lâminas de machado polido, terra preta e uma representação de um painel de gravuras que normalmente são talhadas em rochas.
A Sala 2 – Interativa preza pela interação entre objetos e visitantes, disponibilizando esteira trançada, argilas e pigmentos para serem manuseados.
Inspirada na Vila do Teotônio, o objetivo da Sala 3 – Memórias do Madeira é representar o modo de vida ribeirinho antes da construção das barragens no Madeira. Aproveitou-se a estrutura do local, a piscina do Museu, para representar o rio e a forma que a comunidade se utiliza desse recurso natural como meio de sobrevivência. Foi construída uma estrutura de madeira que é utilizada pela comunidade para pescar com fisga e espinhal, conhecida por Burra. Além disso, há também a representação de uma casa ribeirinha e nos corredores estão expostos fotos e objetos doados pela comunidade, como suas plantas, tarrafa e malhadeira.
Por último, a Sala 4 – Arqueologia e Comunidades é um espaço dedicado à voz da comunidade. Representa as relações das pessoas com o meio e o espaço atual no rio Madeira, após as mudanças ocasionadas no rio e nas adjacências com a construção das usinas. O objetivo é chamar a atenção do poder público para as demandas dessas comunidades. Nesse espaço haverá exibição de dois vídeos, um com os relatos dos moradores da comunidade Vila do Teotônio e outro com o resultado do projeto de extensão da UNIR "Arqueologia e Comunidades", além da exposição de cartazes contendo a opinião dos estudantes da vila sobre as mudanças.
A exposição conta com a parceria daPró-Reitoria de Cultura, Extensão e Assuntos Estudantis (PROCEA/UNIR), da Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB), da Superintendência da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (SEJUCEL), da Fundação Palácio das Artes de Rondônia (FUNPAR), do Centro Acadêmico Eurico Miller (CARÉM), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), da ARCADIS Design & Consultancy e da FERCANT Arkhaios.