Qualis CAPES - Revista de Filosofia obtém primeira avaliação


Publicado em: 23/12/2016 08:39:11.045


   A Clareira - Revista de Filosofia da Região Amazônica, do Departamento de Filosofia do Núcleo de Ciências Humanas (NCH) da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR), teve sua primeira avaliação pelo Qualis CAPES obtendo B4 na área de Filosofia.
   Com periodicidade semestral, com previsão do próximo número para a segunda quinzena de janeiro de 2017, a Clareira recebe artigos em fluxo contínuo nas diversas áreas da Filosofia. Os interessados em submeter seus artigos para avaliação poderão fazê-lo pelo sítio eletrônico da revista em http://www.revistaclareira.com.br/index.php/clareira/index.
   A Clareira aceita a submissão de textos na forma de artigos, resenhas ou traduções, independentemente da titulação do autor, pois os mesmos serão avaliados por consultores ad hoc indicados pelos editores da revista, mais detalhes podem ser obtidos nas Diretrizes para Autores <http://www.revistaclareira.com.br/index.php/clareira/about/submissions#authorGuidelines>.
   A Clareira está vinculada institucionalmente ao Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Rondônia, mas conta, também, com apoio institucional das seguinte IFES: Universidade Estadual de Roraima, Universidade Federal de Roraima, Universidade Estadual do Amapá, Universidade Federal do Amazonas e Universidade Federal de Tocantins.

Sobre a Clareira - Revista de Filosofia da Região Amazônica
   Clareira é a revista de filosofia da Região Amazônica. O editor da revista e docente Vicente Eduardo Ribeiro Marçal explica que os editores são acadêmicos com ampla variedade de interesses intelectuais, empenhados em fomentar, à luz dos temas originários da tradição filosófica, debates e discussões relativos a questões contemporâneas, em especial, no encontro de tal tradição com a realidade da floresta Amazônica, do qual a Clareira intenciona ser a expressão.
    O nome da revista surgiu quando dois dos seus editores conversaram sobre as peculiaridades de se fazer filosofia nas proximidades da Floresta Amazônica, na região Norte do Brasil, onde se vive permanente conflito entre as suas raízes fincadas nas profundezas do solo e o desejo de construir um mundo novo e desvendar a sua verdade.
    O termo Clareira, retirado da filosofia de Martin Heidegger, deriva da palavra alemã Lichtung, cujo significado possível é uma clareira na floresta. Mas cujas raízes em Licht – a palavra alemã para luz - foram reabilitadas por Heidegger e incorporadas no seu pensamento filosófico, onde Lichtung refere-se a um lugar aberto, facultado aos entes para os quais a verdade vem à tona.
    “É numa clareira em que a verdade de ser emerge através do conflito entre o que está oculto e o que já foi posto como um todo. A verdade exibida na abertura não é a verdade de correspondência entre uma afirmação e o objeto ao qual se refere. Em vez disso, é uma noção primordial de verdade: a descoberta de um ente em si mesmo. É uma verdade que enuncia ou permite que o ente seja visto no seu próprio desvelamento. Assim, Heidegger nos explica que o enunciado é verdadeiro significado: ele descobre o ente em si mesmo. Ele enuncia, indica, "deixa ver" o ente em seu ser e estar descoberto. O ser-verdadeiro (verdade) do enunciado deve ser entendido no sentido de ser-descobridor”, destaca Marçal.