Docente da UNIR lança livro na área de Geografia


Publicado em: 07/04/2017 12:38:23.975


   O professor Carlos Santos, do Departamento de Geografia da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR), publicou recentemente o livro “As espacialidades humanas: uma antropotopia?”.
   A obra é resultado da tese defendida pelo professor em 2013. De acordo com o autor, o objetivo do livro é “contribuir para uma nova abordagem teórica para a Geografia, aliás, carente de discussões semelhantes”, por meio da proposição de uma nova concepção de relação entre sociedade e natureza.
   Para mais informações sobre a obra, os interessados podem entrar em contato diretamente com o autor, através do e-mail herodoto@unir.br.
Resumo da obra: Discutindo as implicações do processo exossomático humano na produção de artefatos que funcionam como próteses/recursos a partir de insumos naturais, isto é, na moldagem da materialidade, este livro propõe uma nova concepção de relação entre sociedade e natureza para além da tradicional abordagem feita pela Geografia, posto que não considera o espaço como algo que tenha existência concreta, ou seja, que possa ser ontologicamente definido. Trata-o como uma dimensão da materialidade, juntamente com o tempo. Nessa condição, não há como colocar o espaço como objeto de estudo. Em seu lugar surge a espacialidade como algo que pode ser ontologicamente definida, por ter a sua concretude revelada pela extensão/volume da materialidade na medida em que esta é manipulada pela ação humana. No limite, temos a moldagem do planeta resultando em mundo. E esta seria a espacialidade mais sofisticada produzida pela ação humana. Mas surge daí todos os problemas em termos de impactos ambientais e de exclusão social advindos da irracionalidade da manipulação do planeta e da exploração social. Percebem-se os limites do processo exossomático humano. Uma luz vermelha se acendeu: há perigo à vista. É hora de parar e refletir.