Publicado em: 29/06/2017 10:48:55.051
Professores pesquisadores da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e da Universidade Federal do Piauí (UFPI) lançaram recentemente, pela Editora Fi, de Porto Alegre/RS, o livro “O Que Resta das Jornadas de Junho”, que é resultado do evento acadêmico intitulado “3º Seminário de Pesquisa Social: o Brasil em Crise – O que Resta das Jornadas de Junho”, realizado em junho de 2016, na UNIR-Centro, em Porto Velho.
Os autores da obra são os professores doutores Leno Francisco Danner (DFil/UNIR), Marcus Vinícius Xavier de Oliveira (DCJ/UNIR), Vitor Cei (DLV/UNIR) e o mestre David G. Borges (UFPI). O livro reúne, além de artigos e ensaios de pesquisadores convidados, as principais palestras da terceira edição do seminário de pesquisa social.
O objetivo da obra é “analisar, a partir de uma abordagem plural, as dinâmicas teórico-práticas da ‘realpolitik’ brasileira e da crise socioeconômica hodiernas, tendo como eixo central a correlação das jornadas de junho e de impeachment”, segundo um dos autores, o professor Marcus Vinícius Xavier de Oliveira.
Conforme Oliveira, os capítulos, redigidos entre maio de 2016 e abril de 2017, lidam com a (im)possibilidade de interpretar o momento presente, pelo menos no sentido de uma análise unidimensional, dada toda a pluralidade de sujeitos, pautas e problemas que se apresentaram concomitante e correlatamente.
“Tendo em vista a volatilidade do cenário político atual, enquanto preparávamos a publicação desta coletânea, não pudemos registrar a eclosão de novas manifestações, à direita e à esquerda, realização de greve geral, avanços na Operação Lava Jato e tramas obscuras nos bastidores de Brasília. Assim, este livro já chega ao leitor “desatualizado”, incapaz de dar conta do assunto como um todo. Acreditamos, porém, que esta coletânea de escritos tenha valor como documento histórico e ensaio filosófico, sendo capaz de lançar alguma luz sobre a crise brasileira atual. Daí vem o sentido do título”.
O autor explicou ainda que a publicação faz referência ao livro “O que resta de Auschwitz”, de Giorgio Agamben, “cuja noção de ‘resto’ nos remete, de um lado, ao problema testemunhal de Auschwitz, fincado, principalmente, em sua (im)possibilidade, e de outro lado na tarefa que cabe, dentre outros, à filosofia, de buscar interpretar a referida (im)possibilidade e limar, o quanto possível, a má-fé, o uso político e a mitificação do que significou Auschwitz para a história da humanidade. Nesse sentido, o conceito de “resto” foi apropriado no curso do evento como um topos analítico que deveria servir como um elemento desmistificador do real significado das jornadas de junho de 2013”.
O livro está disponível para download gratuito no sítio da Editora Fi, no endereço eletrônico http://www.editorafi.org/152leno.