Publicado em: 11/07/2017 09:32:48.799
O Grupo de Pesquisa em Educação na Amazônia (GPEA), do Campus de Ji-Paraná da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR), por meio de sua Linha de Pesquisa Amazônia Feminista, realizará no dia 13 de julho de 2017, das 19h às 21h, o minicurso 5 sobre Violência Obstétrica. A atividade será realizada na Sala de Reuniões do Campus, localizada no prédio da Biblioteca Setorial, 1º andar.
O objetivo do debate é aprofundar a compreensão sobre a violência obstétrica; ouvir relatos de mulheres indígenas e não indígenas vítimas de violência obstétrica em Ji-Paraná e outros municípios e, ancorado nestes referenciais, elaborar um Projeto de Combate à Violência Obstétrica para Ji-Paraná que será enviado à Câmara de Vereadores do município.
A coordenadora do GEPEA, professora doutora Josélia Gomes Neves, explica que esse processo formativo, que envolve pesquisa e extensão, vem ocorrendo desde os dias 8, 22 e 29 de junho e 6 de julho de 2017. Os conteúdos envolveram a discussão conceitual do termo violência obstétrica, tipos e características desta violência, conhecimento de experiências de outras localidades de legislação sobre o tema e narrativas pessoais sobre esta violação aos direitos humanos.
Nesta edição estarão presentes estudantes da graduação e pós-graduação da UNIR (Pedagogia, Matemática, Licenciatura Intercultural), da Unijpa (Enfermagem), da Ulbra (Biologia), pesquisadores da temática, pesquisadores do Mestrado em Educação Profissional (MEPE) e convidados, a exemplo da vereadora Claudia de Jesus (PT), de Ji-Paraná.
Sobre o tema do minicurso
A temática Violência Obstétrica foi incluída na pauta 2017 da Linha de Pesquisa Amazônia Feminista após o relato de uma estudante do Curso de Pedagogia do Campus de Ji-Paraná. Conforme informou a professora Josélia Gomes Neves, a aluna sofreu um conjunto de violências: não ser ouvida adequadamente pelos profissionais de saúde sobre o que estava sentindo; o descaso em relação à ultrassonografia que apontava sinais de preocupação quanto à saúde do bebê; ser privada de ter um acompanhante na internação; ser alvo de comentários constrangedores e, principalmente, pelo o desfecho final do caso que foi a morte da sua filha.
“A expectativa é que parceria entre a UNIR – Campus de Ji-Paraná, através do GPEA, e a Câmara de Vereadores, mediante a atuação da vereadora Cláudia de Jesus, resulte em uma futura política pública de combate à violência obstétrica no município de Ji-Paraná, uma medida já existente em outros lugares. Talvez uma intervenção cidadã no sentido de minimizar e até erradicar esta conduta em nosso município”, finalizou.