Publicado em: 25/07/2017 12:57:07.828

Na manhã desta terça-feira, 25, o reitor da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR), professor doutor Ari Miguel Teixeira Ott, recebeu em seu gabinete a visita do deputado estadual Leo Moraes (PTB) que, na ocasião, demonstrou sua solidariedade na defesa da universidade pública de qualidade. O objetivo da reunião foi discutir as necessidades da Instituição.
O reitor Ari Ott fez uma breve explanação sobre a crise que atinge as universidades federais brasileiras como um todo e sobre as dificuldades que os cortes no orçamento podem acarretar, inclusive para a Universidade Federal de Rondônia. Na opinião do reitor, é imprescindível que os Poderes trabalhem juntos, buscando alternativas para superar as adversidades e com isso garantir a qualidade e a manutenção do ensino público superior.
Entre os assuntos discutidos, destaca-se a criação de um centro de pesquisa e tratamento de doenças raras, cujo projeto vem sendo desenvolvido pela UNIR. “A Universidade está em negociação com a SPU [Superintendência do Patrimônio da União] para mudar o objeto do prédio, que inicialmente foi doado para o Hospital Universitário, e esperamos que até o fim de 2019 esteja tudo pronto para a inauguração, incluindo reforma do prédio, instalação de equipamentos e celebração de convênios para o funcionamento”.
De acordo com o reitor, em Rondônia, cerca de 1100 pessoas sofrem com doenças raras, causadas na maioria dos casos por fatores genéticos, e não recebem tratamento adequado. “São condições genéticas que causam um sofrimento imenso para essas pessoas e neste caso a UNIR vai utilizar a pesquisa para atendimento à população nessas condições. Por isso é importante o apoio de todas as esferas de poder”.
O deputado questionou a dificuldade de espaço físico para acomodação de todos os projetos desenvolvidos pela UNIR que são destinados ao atendimento da população. Na sua opinião, o ideal é que a Clínica de Psicologia e o Núcleo de Práticas Jurídicas, entre outras atividades, estejam localizadas em espaços mais adequados e no centro da cidade, facilitando o acesso da população. “Sabemos que boa parte das pessoas atendidas por esses serviços são hipossuficientes, de modo que o deslocamento para o campus de Porto Velho torna-se um obstáculo, devido à distância e à dificuldade de acesso”.
O reitor concorda que o ideal seria instalar esses atendimentos em locais de melhor acesso, mas afirma que a Universidade não dispõe de imóveis para este fim.
Leo Moraes manifestou apoio à Universidade no que for possível e comprometeu-se em levar ao conhecimento do presidente da Assembleia Legislativa as demandas da UNIR.