Publicado em: 03/11/2017 16:49:19.149
Destacando em sua fala os principais aspectos que delineiam a missão social e institucional da Universidade, o reitor Ari Miguel Teixeira Ott dirigiu sua palavra na solenidade que marcou a programação da Semana do Servidor na UNIR. No período de 30 de outubro a 1º de novembro, em alusão ao Dia Nacional do Servidor Público, comemorado em 28 de outubro, desenvolveu-se uma série de atividades definidas a partir da contribuição dos próprios servidores com a coordenação da equipe da Pró-Reitoria de Administração (PRAD).
O reitor iniciou sua preleção observando a perenidade da instituição universitária: “trabalhamos num tipo instituição com mais de mil anos, as universidades, ambiente que trabalha a disseminação do conhecimento; nenhum governo do mundo jamais pensou em acabar com as universidades.”
O segundo ponto destacado pelo reitor foi a complexidade das universidades, afirmando que todas são complexas porque a matéria-prima são as ideias dos seres humanos. Ele observou que somente os seres humanos podem salvar e dar vida a seres humanos: “as famílias mandam seus filhos com esperança da conquista de um futuro melhor; fazemos a transformação de nossos acadêmicos e os devolvemos à sociedade como profissionais e capazes de transformar a sociedade.”
Prosseguindo, o reitor abordou a intangibilidade do serviço prestado pela universidade, observando que ela não produz bens materiais de consumo, mas transformações de vida, com um trabalho intangível que visa atingir a expectativa de um ser humano.
Ari Miguel Teixeira Ott fez referência também à incomensurabilidade, visto que não há como medir o que é melhor ou maior, em que pese mesmo assim os atores do processo de ensino universitário serem obrigados a tomar decisões; à incompletude, pois há sempre trabalhos que têm começo e meio, mas nunca terminam, como a manutenção de infraestrutura e a gestão de pessoal; à invisibilidade, evidenciada no fato de que se tudo der certo, ninguém terá seu trabalho notado, mas sempre ouvirá que foi apenas feita a obrigação.
E finalizou destacando a responsabilidade: “estamos, como servidores, vinculados aos nossos CPFs, somos chamados a arcar pelo prejuízo que fazemos surgir.” Segundo o reitor, essa responsabilidade se consubstancia na consciência de que todo servidor deve ter de que está em constante aprendizado, devendo sempre e cada vez mais saber diferenciar o certo do errado, o legal do ilegal, o moral do imoral e o privado do público.
No encerramento de sua fala, proferiu uma mensagem de otimismo fundamentada não em previsões de que 2018 venha a ser um ano menos difícil do que 2017, mas de que continuará havendo união, cooperação e apoio mútuo entre todos os que integram a comunidade universtária.
