Publicado em: 05/06/2018 15:14:28.347

Bon Bagay - Glossário Português/Crioulo/Haitiano foi organizado pela professora doutora Marília Lima Pimentel Cotinguiba (UNIR), pelo professor mestre Geraldo Castro Cotinguiba (IFRO) e pelo professor mestre Pedro Ivo Silveira Andretta (UNIR). Trata-se do primeiro projeto de um glossário dedicado ao encontro da Língua Portuguesa com o Crioulo Haitiano. A origem do livro é o projeto de extensão universitária Migração internacional na Amazônia brasileira: linguagem e inserção de haitianos em Porto Velho, institucionalizado desde 2011 na Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR). O glossário traz 5.276 vocábulos em crioulo haitiano, para acesso a 4.843 expressões equivalentes em português, como falados no Brasil. Para o professor Pedro Andretta, um dos organizadores, “esse glossário é muito mais que um ponto de chegada, essa obra é, também, ponto de inúmeras partidas. Um recomeço”.
A obra é fruto de uma pesquisa de campo itinerante, longitudinal (7 anos de duração) sobre a imigração haitiana no Brasil. Marília e Geraldo aprenderam o crioulo haitiano, língua materna de haitianos e haitianas, e, por meio da experiência com um projeto de extensão de ensino da língua portuguesa, mediação social e ajuda humanitária escreveram este glossário com o objetivo de oferecer mais acesso ao conhecimento do português pelos imigrantes e do kreyòl Ayisyen aos brasileiros. Bon bagay em kreyòl significa coisa boa, algo confiável, gente/pessoa de confiança, de bom coração, gente boa. Assim é a ideia desse glossário, uma coisa boa e uma boa coisa. “Nosso projeto é transformá-lo em um dicionário, o trabalho apenas começou”, afirma a professora Marília Cotinguiba.
O lançamento ocorrerá no dia 9 de junho 2018, sábado, das 19h às 21h30, no IFRO Porto Velho Zona Norte. Na mesma ocasião será o lançado outro livro. Trata-se da obra “A prática docente na Amazônia Ocidental” que foi organizado pela bibliotecária Mestre Cledenice Blackman (IFRO) e pelo professor mestre Moisés José Rosa Souza (IFRO). Trata-se de uma coletânea de artigos escritos por vários autores, com temas pertinentes à Educação. A proposta do livro é tecer reflexões sobre a prática docente, na Amazônia Ocidental. Para tanto, foi dividido em nove capítulos, os quais relatam experiências pedagógicas, extensionistas e pesquisas, protagonizadas por professores/pesquisadores de instituições como o IFRO, IFAC e UNIR. Para um dos organizadores, o professor Moisés, a intenção dos autores é “levar o leitor a uma viagem sobre a importância de (re)pensar a ação educacional”.