Publicado em: 26/09/2018 09:44:54.498
26 de setembro é o Dia Nacional do Surdo. Este dia foi escolhido por ser a data de fundação do INES – Instituto Nacional de Educação de Surdos em 1857 por D. Pedro II.
Além de celebrar as lutas pelos direitos é também o momento de pensarmos mais sobre a inclusão do surdo na sociedade e na UNIR.
Os alunos surdos chegaram de súbito na Universidade, representando um desafio para a gestão. Acolher o outro diferente de nós requer conhecimento sobre sua condição e realidade. Cabe aqui uma oportuna declaração de ignorância: não tínhamos a menor ideia de como acolher nossos surdos.
A comunidade surda representa outra cultura, outro modo de se mover no mundo, outra maneira de compreender as relações. Como fazer da UNIR uma instituição tolerante, inclusiva e justa com os diferentes? Como assegurar a cada aluno surdo o direito de ter a aula traduzida em LIBRAS? Como ensinar ao professor que tem um aluno surdo na sala que sua aula deve ser adaptada ao outro? Como convencer ao colega do aluno surdo que se trata de uma pessoa que se comunica em outro idioma?
Os alunos surdos não eram dois ou três, eram dezenas em todos os campi e em todos os cursos, como deve ser no exercício do direito deles.
Aprendemos a caminhar, caminhando. Acertando e errando, fazendo e desfazendo e refazendo. Conversando, ouvindo, aprendendo, estudando, trocando experiências com outras Universidades.
A inclusão é um processo jamais concluído. Olhando pelo retrovisor penso que avançamos, mas ainda temos muito que avançar. Em breve vamos entregar o prédio do Departamento de Libras equipado com as condições adequadas para o trabalho, para o ensino e para a pesquisa.
Nosso compromisso é que a UNIR seja um exemplo de Universidade inclusiva e empática com o povo surdo.
Nesta convivência generosa com alunos e professores que contribuíram conosco para vencer o desafio aprendemos uma lição fundamental: nunca discuta com uma pessoa surda, pois você vai perder a discussão.