Publicado em: 17/11/2018 13:42:24.373
Toda a comunidade acadêmica chora a morte precoce do nosso servidor Ceará, ocorrida hoje, acometido de meningite meningocócica. A nossa dor é imensa, porque corresponde ao que Ceará significou para a construção da Universidade Federal de Rondônia.
Ele trabalhou durante mais de três décadas como eletricista. Mas foi muito mais do que um técnico que resolvia os problemas elétricos. Na verdade, ele era um faz tudo, um resolve tudo, a quem as pessoas apelavam quando precisavam de ajuda. Para qualquer coisa que não se resolvia, se apelava ao Ceará. E ele estava sempre disponível, em todos os lugares, ouvindo atento, explicando o que seria feito, ou não seria, com a simpatia e a empatia que o ligava instantaneamente ao outro, qualquer outro.
Não havia problema fácil ou difícil, havia o problema que devia ser cuidado, se possível resolvido. Sempre com mil coisas para fazer, jamais deixava de atender as pessoas. Ele conhecia todas as pessoas, e todas as pessoas conheciam o Ceará. Ele conhecia cada canto e recanto do campus de Porto Velho, acompanhou a sua construção e consolidação. Participava da vida universitária, das festas e congraçamentos, das eleições, das reuniões, das discussões.
Fui amigo do Ceará e gosto de pensar que ele me considerava também um amigo. Nunca o chamei pelo nome Francisco, mas com frequência o chamava de Magnífico, em alusão ao fato de que toda eleição de reitor ele era lembrado para o cargo. Ele ria o riso cearense.
A vida continua, a UNIR continua, mas a falta do Ceará será sentida para sempre.
Ari Ott
Reitor