Publicado em: 20/12/2018 09:21:00.69
A cerimônia de entrega do 11º Prêmio CAPES de Tese 2018 foi realizada no último dia 13, em Brasília. Na ocasião, a CAPES condecorou as 49 melhores pesquisas de doutorado brasileiras defendidas em 2017 e entre os três vencedores do Grande Prêmio estava a professora Andriele Ferreira Muri, docente do Campus de Rolim de Moura da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR).
Os grandes premiados da noite foram a professora Andriele Ferreira Muri, na área de Educação, que recebeu o Grande Prêmio de Humanas com o trabalho intitulado “Letramento Científico no Brasil e no Japão a partir dos resultados do Pisa”, defendido em 2017, no Programa de Pós-Graduação em Educação da PUC-RIO; Andrey Coatrini Soares (USP), vencedor na área de Materiais e do Grande Prêmio de Exatas; e Luiz Ricardo da Costa Vasconcellos (UFRJ), de Ciências Biológicas III, levou o Grande Prêmio das Ciências Biológicas. As honrarias são entregues em parceria com a Fundação Conrado Wessel (FCW).
Abílio Baeta, presidente da CAPES, destacou a relevância da honraria para a academia nacional. Este prêmio é o ponto alto de nossas atividades, uma homenagem à resiliência da ciência brasileira, e um dos marcos do reconhecimento público da nossa produção científica. Agradeço pela continuidade das parcerias”, observou Baeta.
José Caricatti, da FCW, lembrou o esforço dos vencedores. “Parabenizo todas essas equipes que fizeram suas análises, estudaram. Coordenadores, orientadores, doutores estão de parabéns por essa conquista”, homenageou o parceiro da CAPES.
Andriele Leite manifestou sua alegria por levar o Grande Prêmio de Humanas e o prêmio da Fundação Carlos Chagas. “É a honra e a glória da área acadêmica”, expressou a docente da UNIR e doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da PUC-RIO. A professora comentou o resultado da sua pesquisa. “Minha tese defende uma educação libertadora, que forma para pensar. Precisamos de cidadãos críticos e participativos para fazer um Brasil diferente”, destacou a educadora.
Andrey Soares lembrou o desempenho coletivo do Programa de Pós-Graduação em Ciências e Engenharia de Materiais da USP de São Carlos.
“Foi premiado o esforço de cada um que usou seu tempo para nos ajudar a produzir esse trabalho”, comentou. Autor da tese Filmes nanoestruturados aplicados em biossensores para detecção precoce de câncer de pâncreas, ele espera que o resultado de sua pesquisa gere um importante dividendo social. “Nossa área é muito específica para diversas aplicações – por exemplo, no campo de eletrônica orgânica. Aplicar todo esse conhecimento para a área biológica, e conseguir detectar um câncer em pouco tempo, será um avanço muito grande”, acrescenta. O trabalho também foi premiado na USP.
A importância do financiamento público foi fundamental para Luiz Vasconcelos. “É muito gratificante, conseguimos cumprir nosso papel com o dinheiro público investido na pesquisa”, comemorou o autor de Agregação de proteínas induzida pelo estresse oxidativo promovido pelo Heme. “Descobrimos um mecanismo novo que pode ter um grande impacto, terapias podem ser desenvolvidas a partir do resultado”, acredita o doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Imunologia e Inflamação da UFRJ.
Parceiros
Além do Grande Prêmio, entidades parceiras laurearam pesquisas em áreas específicas. A Fundação Carlos Chagas honrou as teses premiadas nas áreas de Educação e Ensino. Por sua vez, a Comissão Fulbright destacou o melhor trabalho sobre as relações Brasil-Estados Unidos. Nas áreas relacionadas à saúde humana e bioética, a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) premiou dois trabalhos.
“É com muita satisfação que laureamos pelo sétimo ano consecutivo as melhores teses nas áreas de Educação e Ensino. Sabemos que o desenvolvimento do país depende diretamente de educação e pesquisa de qualidade. Por isso mesmo, as conquistas de todos aqui representam uma esperança coletiva”, afirmou Sandra Unbenhaum, da Fundação Carlos Chagas.
“É o reconhecimento da qualidade do trabalho acadêmico que tematiza os Estados Unidos. Faltam pesquisadores no Brasil que estudem os EUA nas mais diferentes perspectivas. É muito bom estimular essa aproximação”, comentou Luiz Loureiro, da Fundação Fulbright. A Fulbright premiou a tese Política externa Americana no Pós-Guerra Fria: como se posicionam Democratas e Republicanos, de Flávio Contreira (UFSCar).
Maria José Delgado, da Interfarma, destacou o papel da associação na promoção da ciência. “Pesquisa e inovação estão no DNA da Interfarma. Essas teses podem, a qualquer momento, obter um financiamento das nossas associadas, saindo da bancada em direção à sociedade. Esse é o sonho de todo pesquisador. Defendemos que a ciência brasileira receba o reconhecimento que precisa”, salientou a parceira.
Foto: Haydée Vieira - CCS/CAPES
Fonte: Brasília – Redação CCS/CAPES