UNIR reconhece movimento por manutenção de direitos dos povos indígenas


Publicado em: 31/01/2019 15:23:28.918


    Na manhã desta quinta-feira (31), em atendimento à solicitação de lideranças do Movimento Indígena de Rondônia, a reitoria da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR) cedeu o auditório da UNIR-Centro para que os indígenas pudessem se organizar para uma manifestação a ser realizada posteriormente para reivindicar saúde, educação e demarcação de terras.

    Participaram da reunião representantes das etnias Karitiana, Karipuna, Uru-eu-wau-wau, Gavião, Puruborá, Arara, Tupari, Suruí, Kassupá, Sapomê e Kanoê. Também estiveram presentes representantes do Conselho Indigenista Missionário (CIMI); do Conselho de Missão entre Povos Indígenas (Comim); Compi; Organização das Mulheres Indígenas (Ogi); Organização dos povos Indígenas de Rondônia, Noroeste do Mato Grosso e Sul do Amazonas (Opiroma); Organização dos Professores Indígenas (Opiron); da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé; e do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), além de representantes da sociedade civil.


    Eva Canoê, que é conselheira de Rondônia na Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), explicou que o movimento reivindica a atenção à saúde, que, segundo ela, pode ter sua gestão municipalizada; o retorno da extinta Secadi do MEC, que era responsável pela educação escolar indígena; mas principalmente a garantia do direito à terra.
    De acordo com a coordenadora da ONG Kanindé, Ivaneide Bandeira, a demarcação de terras indígenas é a principal preocupação do movimento. As lideranças, com o apoio das instituições, cobram a demarcação de novas terras e a manutenção dos territórios já demarcados, uma vez que até mesmo as áreas já reconhecidas estão sendo invadidas, conforme noticiado recentemente pela mídia nas terras indígenas dos povos Karipuna e Uru-eu-wau-wau.

    Em nome da UNIR, o professor Adilson Siqueira, chefe de gabinete da Reitoria, declarou que a Universidade reconhece a importância da luta dos indígenas pelos seus direitos e tem também o compromisso de integrar o movimento pela inclusão, manutenção da cultura e permanência nos seus territórios, até porque muitos dos indígenas ali presentes já foram ou são alunos da UNIR.

    A pró-reitora da PROCEA, professora doutora Marcele Pereira, que também acompanhou a reunião, acrescentou que o ano de 2019 foi declarado pela UNESCO o Ano Internacional das Línguas Indígenas e, por esse motivo, a semana de acolhimento aos novos alunos da UNIR trabalhará esse tema.

Após a reunião na UNIR-Centro, os indígenas seguiram para a manifestação na frente do Palácio Rio Madeira, sede administrativa do governo de Rondônia.