Publicado em: 27/03/2019 10:35:55.242
O Dia Mundial de Combate à Tuberculose é celebrado todos os anos no dia 24 de março. Em alusão à data, o Grupo de Estudos em Tuberculose (GET) da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR) realizou na última segunda-feira (25), no auditório da UNIR-Centro, uma mesa redonda com o tema “Perspectivas para o controle da Tuberculose no município de Porto Velho: da Atenção Primária à Saúde (APS) aos serviços de referência”.
O evento contou com uma explanação sobre “O papel da Atenção Primária à Saúde” realizada pela coordenadora dos programas municipal e estadual de Controle da Tuberculose, enfermeira especialista Nilda de Oliveira Barros, e sobre “O apoio laboratorial”, explicado pela bióloga doutora Cleoni Alves Mendes de Lima, que é responsável pelo laboratório de tuberculose e outras microbactérias no Laboratório Central de Saúde Pública de Rondônia (LACEN/RO).
A “Atenção Secundária no Centro de Especialidades Médicas (CEM)” foi abordada pela graduanda do 8º período de Enfermagem, Tatiane Cabral Siqueira, e o tema “Serviço de Assistência Especializada (SAE)” pela mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem em Saúde Pública (EERP/USP), Rafaele Oliveira Bonfim, que é também egressa do curso de Enfermagem da UNIR.
Por fim, a “Atenção Terciária” foi abordada pela enfermeira especialista Lorena Teixeira da Silva. A mesa redonda foi coordenada pela aluna Melisane Regina Lima Ferreira, graduanda do 8º período de Enfermagem.
De acordo com a professora doutora Nathalia Halax Orfão, docente do Departamento de Enfermagem e Líder do Grupo de Estudos em Tuberculose (GET) da UNIR, “o evento buscou sensibilizar sobre a importância da 'Atenção Primária à Saúde' (APS) nas ações de vigilância em saúde e melhoria dos indicadores, tendo em vista que a tuberculose permanece como uma das dez principais causas de óbito no mundo e a principal entre as pessoas vivendo com HIV. Em 2017, mais de 10 milhões de pessoas adoeceram pela doença e 1,3 milhão foram a óbito”.
Segundo informações da professora Nathalia Halax Orfão, Porto Velho é a 8ª capital com maior taxa de incidência da doença (70,9 casos para cada 100 mil habitantes), a 12º em percentual de cura (74,6%) e a 4º em abandono de tratamento pelos pacientes (22,9%), dentre os casos novos de tuberculose no país.